A recente morte de Renee Nicole Good, cidadã americana baleada por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) em Minneapolis, reacende o debate sobre a conduta e a violência empregada por agentes federais em operações de imigração. O caso, que ocorreu durante uma ampla operação migratória na região, levanta preocupações sobre o uso da força e a arbitrariedade em abordagens, especialmente quando envolvem cidadãos americanos ou indivíduos com status legal no país.
Prisões em Massa e Vistos de Trabalho Ignorados
Em setembro de 2025, uma operação em uma fábrica de baterias de automóveis da Hyundai, na Geórgia, resultou na detenção de 475 trabalhadores, a maioria de origem sul-coreana. Apesar de possuírem vistos de trabalho e, em muitos casos, formação superior, os trabalhadores foram presos com base em denúncias sobre a presença de estrangeiros no local. A ação interrompeu as atividades da fábrica, um investimento significativo da montadora no país. Posteriormente, o então presidente Donald Trump teria oferecido a permanência nos EUA aos detidos, mas a maioria optou por retornar à Coreia do Sul.
Transfeminidade e Uso de Pronomes em Abordagem Policial
Outro caso que gerou indignação foi a detenção de Alice Barbosa, uma mulher trans brasileira de 28 anos, em Maryland, em agosto de 2025. Imagens gravadas por amigos mostram a abordagem truculenta de agentes do ICE. Durante a ação, um dos agentes se refere a Alice utilizando o pronome masculino, sendo corrigido pela pessoa que filmava. Em nota oficial, o ICE utilizou o nome masculino para se referir à Alice, desconsiderando seu nome social e identidade de gênero, o que foi amplamente criticado por ativistas e pela comunidade LGBTQIA+.
Cunhada de Porta-Voz da Casa Branca Detida
No final de novembro de 2025, Bruna Caroline Ferreira, brasileira e mãe do filho do irmão da secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, foi detida em Boston. Segundo seu advogado, a abordagem dos agentes à paisana, sem identificação, simularia um sequestro. Bruna foi transferida por quatro estados até chegar a um centro de imigração na Louisiana. Após a detenção, ela foi liberada mediante pagamento de fiança em dezembro do mesmo ano, com o advogado do governo Trump não se opondo à decisão judicial.
Imigrante Equatoriana Juntada no Chão em Nova York
Em outubro de 2025, um vídeo capturou a agressão de Mónica Moreta Galarza, equatoriana, por um agente do ICE em Manhattan. A mulher estava saindo de um tribunal de imigração com sua família quando agentes tentaram separar o grupo e prender o pai das crianças. Mónica relatou ter sido jogada no chão de forma agressiva pelo agente, em meio ao desespero de sua família e à presença de jornalistas e policiais. O agente envolvido na ação foi afastado de suas funções, conforme informado pelo Departamento de Segurança Nacional (DHS).




