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Com avanço da fumaça e queimadas, Força Nacional do SUS mobiliza atendimentos no Amazonas

Força Nacional do SUS entra em ação no Amazonas para atender pacientes afetados pela fumaça. Imagem ilustrativa criada por IA
Força Nacional do SUS entra em ação no Amazonas para atender pacientes afetados pela fumaça. Imagem ilustrativa criada por IA

A rotina de quem vive no Amazonas voltou a ser marcada pelo ar pesado, pelo cheiro persistente de queimado e por salas de espera lotadas nas unidades de saúde. Em resposta direta ao salto nos atendimentos médicos provocados pela inalação da fumaça dos incêndios florestais, o Ministério da Saúde instalou uma base regional estratégica da Força Nacional do SUS em Manaus.

O cenário é desafiador: apenas na primeira quinzena de outubro, mais de 540 pessoas buscaram a rede pública do estado apresentando sintomas ligados à exposição à fumaça tóxica, segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas. Casos de irritação nas vias aéreas, crises de asma, bronquite e outros problemas respiratórios agudos têm pressionado hospitais e postos de atendimento em diversas cidades.

Logística ágil: socorro por ar e pelos rios em até 72 horas

Em um estado de dimensões continentais, onde as distâncias se medem em horas de barco ou voo, garantir o envio rápido de medicamentos e oxigênio é vital.


Para contornar o isolamento geográfico, a base de Manaus já opera com um painel interativo alimentado em tempo real pelos municípios. Até o momento, 43 cidades já registraram suas carências de insumos e profissionais. Com esses dados mapeados, equipes médicas, remédios e equipamentos são despachados em aeronaves e embarcações com meta de resposta de, no máximo, 72 horas para as localidades sob maior pressão.


O impacto do clima extremo e a expansão no Norte

O esforço em solo amazonense faz parte de um plano mais amplo de adaptação do sistema de saúde às crises climáticas. A unidade de Manaus é a quarta instalada no país e, nos próximos dias, uma nova estrutura deve entrar em operação em Porto Velho (RO).

O foco é antecipar a resposta aos impactos do fenômeno El Niño e aos períodos de seca severa, que potencializam as queimadas e deixam populações inteiras, principalmente crianças, idosos e comunidades ribeirinhas, vulneráveis aos efeitos diretos da poluição do ar.

Com informações da Agência Brasil