
A corrida pelo emagrecimento rápido e pelo acesso facilitado a medicamentos para perda de peso ganhou mais um capítulo de alerta no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a apreensão e a proibição imediata da fabricação, importação, divulgação e comercialização de diversas “canetas emagrecedoras” e substâncias sem qualquer registro sanitário que vinham sendo comercializadas ilegalmente pela internet.
A ofensiva mira compostos em alta no mercado estético, com destaque para versões não autorizadas de princípios ativos como a tirzepatida e a retatrutida. Segundo o órgão regulador, a intervenção visa conter o risco direto à integridade da população, uma vez que tais fórmulas não possuem nenhuma comprovação técnica de segurança, eficácia ou controle de qualidade em sua fabricação.
O risco da retatrutida: substância ainda sem registro global
Um dos pontos mais alarmantes destacados pela agência é a circulação clandestina da retatrutida. Embora o composto venha ganhando destaque internacional em estudos clínicos para o tratamento da obesidade, a substância ainda não foi aprovada por nenhuma agência reguladora do mundo.
De acordo com a Anvisa, o laboratório responsável pelos ensaios clínicos da retatrutida sequer submeteu pedido de registro no Brasil ou no exterior. Portanto, qualquer frasco, ampola ou caneta comercializada sob esse nome não apenas atua na completa ilegalidade, mas também representa uma incógnita perigosa quanto à sua composição e procedência.
Plataformas e marcas na mira da fiscalização
A decisão sanitária detalha ações diretas contra páginas e intermediadores que vinham distribuindo substâncias controladas e peptídeos pela web sem as exigências legais de receita médica e rastreabilidade:
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zyntrashop.site: ordem de apreensão de produtos sob fiscalização sanitária, incluindo tirzepatida e retatrutida.
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zphcstore.com.br (vinculada à ZPH Contabilidade): proibição de fórmulas como Retatrutide (60 mg e 120 mg) e Tirzepatide (75 mg e 150 mg).
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peptideosdobrasil.com.br e oxygenkwpharmabrasil: suspensão de canetas e peptídeos, como o Retagen 40 mg.
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Liberty Pharma: interdição de produtos de empresa com origem não identificada, incluindo compostos rotulados como NAD+, Retatrutida, Tirzepatida e peptídeos de cobre (GHK-Cu).
Falsas promessas de cura: kits detox e minerais coloidais proibidos
Além das canetas injetáveis, a resolução da Anvisa alcançou produtos comercializados com apelos terapêuticos milagrosos e sem respaldo científico. A medida vetou itens fabricados pela empresa Cris Barden Naturopatia Ltda., que não possuíam notificação ou cadastro ativo.
Os produtos eram anunciados com alegações médicas de combate a infecções, alívio de inflamações, desparasitação e desintoxicação corporal — finalidades exclusivas de medicamentos registrados. A lista de bloqueios inclui:
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Kits de desintoxicação e desparasitação (inclusive formulações indicadas irregularmente para o público infantil de 1 a 5 anos);
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Compostos emagrecedores com promessas de tratamento para vários meses;
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Soluções de ouro coloidal e prata coloidal;
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Carvão vegetal ativado em pó da casca de coco.
A orientação dos especialistas e das autoridades de saúde segue clara: o uso de medicações para perda de peso ou controle metabólico deve ser acompanhado rigorosamente por profissionais médicos, e a aquisição precisa ser feita exclusivamente em drogarias e estabelecimentos legalmente autorizados.
Com informações da Agência Brasil





