Início Meio ambiente Projetos apoiados pela Eneva no Amazonas já mobilizaram mais de 400 hectares...

Projetos apoiados pela Eneva no Amazonas já mobilizaram mais de 400 hectares para restauração da vegetação nativa

Projetos apoiados pela Eneva no Amazonas já mobilizaram mais de 400 hectares para restauração da vegetação nativa
Projetos apoiados pela Eneva no Amazonas já mobilizaram mais de 400 hectares para restauração da vegetação nativa

Resultados foram apresentados no II Seminário Floresta Viva Amazonas em Manaus; Iniciativa já estruturou 12 viveiros e capacitou comunidades ribeirinhas e indígenas do estado

DB Atacado e Varejo

Os dois projetos de restauração ecológica apoiados pelo Floresta Viva já mobilizaram 413,57 hectares, número superior à meta de 400 hectares prevista, e concluíram a restauração de 107,48 hectares em unidades de conservação do Amazonas. Os resultados foram apresentados nos dias 25 e 26 de agosto, durante o II Seminário Floresta Viva Amazonas, no Auditório do Bosque da Ciência, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus. A iniciativa é realizada pelo BNDES e pelo Funbio, e a Eneva é a patrocinadora do edital, com aportes que somam aproximadamente R$ 11 milhões, divididos entre banco e empresa.

Lançado em julho de 2023, o Edital Amazonas contemplou projetos de restauração e de fortalecimento da cadeia produtiva da restauração no interior e no entorno de unidades de conservação do estado. Os recursos apoiam dois projetos iniciados em março de 2024. O projeto “Restauração Ecológica Produtiva: Promovendo Paisagem Sustentável na Amazônia”, executado pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), atua nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Uatumã, do Tupé, nas Áreas de Proteção Ambiental (APA) Tarumã-Açu/Tarumã-Mirim e Sauim-de-Manaus e no Parque Municipal do Mindu, com sistemas agroflorestais e enriquecimento florestal com o objetivo de fomentar a cadeia da restauração como um instrumento de geração de renda e valorização da alta biodiversidade existente na região. Já o projeto Reflora, conduzido pelo Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê), trabalha na RDS Puranga Conquista, em Manaus, combinando sistemas agroflorestais multifuncionais, nucleação, enriquecimento e regeneração natural assistida.


Além da área restaurada, os projetos vêm consolidando a base técnica para ampliar a restauração na Amazônia. As iniciativas já produziram 61,4 mil mudas, plantaram 77,3 mil mudas de espécies nativas e coletaram 1,7 tonelada de sementes, além de estruturar 12 viveiros com capacidade de produção de até 172 mil mudas por ano. Os projetos também capacitaram 179 pessoas, geraram 34 empregos e firmaram 10 parcerias institucionais. No Idesam, foram monitorados 94 hectares de floresta nativa, com a coleta de frutos e sementes de 42 espécies. Já o Ipê implantou quatro viveiros comunitários que produziram mais de 10 mil mudas nativas.


“A restauração da vegetação nativa só se sustenta quando gera renda e conhecimento para quem vive na floresta. O que esses números mostram não é apenas hectare recuperado, mas viveiro funcionando, semente coletada, comunidade capacitada e mulheres à frente das áreas. É o arranjo da recuperação de hectares com a capacitação comunitária que garante que a floresta em pé continue assim daqui a dez, vinte anos”, afirmou Rômulo Florentino, gerente de sustentabilidade da Eneva.

A geração de trabalho e renda nos territórios foi um dos pontos mais destacados ao longo do encontro. Três grupos locais de implantação, vinculados a associações comunitárias, já estão aptos a executar os serviços de restauração.

O seminário reuniu, ao longo de dois dias, representantes do INPA, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, do BNDES, do Funbio, da Eneva, do Idesam, do Ipê e da UFAM, além de beneficiários das comunidades atendidas. A programação incluiu uma conferência sobre o panorama da recuperação da vegetação nativa na Amazônia, mesas com os resultados dos projetos e com as experiências dos comunitários das RDS Puranga Conquista, Tupé e Uatumã e do PA Tarumã, e debates sobre a formação de uma rede local de sementes e mudas — hoje um dos principais gargalos para a restauração em escala no estado.

No segundo dia, o encontro discutiu ainda a atuação da Aliança pela Restauração da Amazônia e os caminhos para fortalecer os núcleos coletores de sementes na região, encerrando com o desenho dos próximos passos para a restauração nos territórios.

Sobre o Floresta Viva

A iniciativa Floresta Viva é uma parceria entre o BNDES e instituições apoiadoras, gerida pelo Funbio, que tem como objetivo promover a restauração da vegetação nativa em diferentes biomas brasileiros, com recursos de empresas patrocinadoras e do Fundo Socioambiental do BNDES.