
A Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) permaneceu por seis horas na Unidade Prisional da Polícia Militar (UPPM), localizada na BR-174, tentando mediação e levando ao Comando da PM as reivindicações dos policiais militares que ali cumprem custódia.
A mediação, realizada até meia noite desta quarta-feira (2), foi conduzida pelo defensor público Maurilio Casas Maia, da Defensoria de Auditoria Militar, que dialogou com o Comando da PM sobre a importância de preservar a integridade física dos custodiados, além de conversar com a direção da unidade prisional sobre as condições estruturais e de acomodação do local.
A Defensoria acompanha a situação desde o dia 20 de maio, com base em relatos de familiares dos policiais, inclusive com a realização de mutirões presenciais para análise da execução da pena de todos os custodiados. Como parte da resposta institucional, a DPAM está estruturando uma Defensoria de apoio voltada ao atendimento do policial militar dentro da unidade prisional.
Entre os pontos levantados pelos custodiados, o principal é a localização da unidade no mesmo complexo de presos comuns; colocando em risco os custodiados militares e seus familiares durante os dias de visitas.
A comunidade carcerária também manifestou seu descontentamento com a transferência para essa unidade sem a participação da Defensoria Pública, órgão de execução penal, que presta assistência aos presos.
As condições de acomodação da unidade, incluindo o relato de um policial militar mais velho que caiu do triliche, e também da qualidade da alimentação e deficiência de assistência médica também estão entre as queixas apontadas.
A Defensoria reforça que seguirá acompanhando a situação, com atenção à integridade física dos que se encontram custodiados.
Com informações da assessoria





