
Uma análise detalhada das declarações de bens entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para as Eleições 2026, verificados pela Revista Cenarium revela uma evolução expressiva no patrimônio do senador Eduardo Braga (MDB-AM) e de sua esposa, Sandra Braga, que concorre como sua primeira suplente.
Em relação ao pleito de 2018, os bens declarados pelo parlamentar amazonense subiram de R$ 31.624.764,31 para R$ 60.278.559,10 em 2026. O crescimento representa um acréscimo nominal de R$ 28,6 milhões — uma alta de aproximadamente 90,6% no período. O portfólio de ativos do senador também se expandiu em volume, passando de 54 itens declarados há oito anos para 81 itens na prestação atual.
Dividendos e mercado imobiliário impulsionam alta
Do montante de R$ 28,6 milhões somado ao patrimônio do senador, a maior parcela é composta por dividendos acumulados até 2025, que atingem R$ 14,9 milhões. Este tipo de crédito financeiro de grande porte não figurava na declaração apresentada em 2018.
Outro fator relevante para o salto patrimonial envolve investimentos societários e imobiliários:
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Parintins Participações Ltda.: Braga declarou R$ 3,2 milhões a receber da empresa (contra R$ 53 mil em 2018), além de aumentar sua participação societária na firma, que saltou de R$ 810 mil para R$ 1,17 milhão.
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Imóveis Comerciais: A lista de 2026 inclui cinco salas comerciais no empreendimento Britannia Park Offices (salas 705 a 709), avaliadas em R$ 312 mil cada, totalizando R$ 1,5 milhão em novos ativos imobiliários.
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Bens Permanentes: O parlamentar manteve imóveis já informados em pleitos anteriores, como a residência na Ponta Negra (avaliada em R$ 963,6 mil), imóvel na Praça Heliodoro Balbi, terrenos, uma lancha, jet ski e um automóvel Mercedes-Benz.
Ações e diversificação no mercado financeiro
A carteira de renda variável do senador passou por reestruturação no período. O valor investido em ações da Vale, por exemplo, subiu de R$ 313,1 mil em 2018 para R$ 2,03 milhões em 2026. A lista atualizada passa a contar ainda com papéis de empresas de grande porte dos setores de energia, alimentos e seguros, incluindo JBS (R$ 749,9 mil), BB Seguridade (R$ 745,6 mil), Equatorial (R$ 691 mil), Eletrobras (somando mais de R$ 992 mil em diferentes posições) e Caixa Seguridade (R$ 457,8 mil).
Patrimônio de Sandra Braga quase triplica
Candidata à primeira suplência na chapa do marido pela terceira vez, Sandra Braga registrou um crescimento percentual ainda maior no mesmo intervalo de oito anos. Seus bens declarados saltaram de R$ 2.229.904,88 (em 2018) para R$ 6.435.906,76 (em 2026) — uma alta nominal de R$ 4,2 milhões, ou 188,6%.
O avanço na declaração de Sandra é puxado principalmente pelo surgimento de um crédito de R$ 3,81 milhões a receber da Parintins Participações Ltda., além do fortalecimento de aplicações em renda fixa (como um CDB do Bradesco que subiu de R$ 180 mil para R$ 661,8 mil) e R$ 120 mil em moeda nacional em espécie.
Completando a chapa do MDB ao Senado pelo Amazonas, o segundo suplente declarado é Miguel Biango, que apresentou ao TSE um patrimônio total de R$ 2,63 milhões.





