
Projeto EcoLar já retirou mais de 60 mil toneladas de plástico do meio ambiente e prevê a construção do primeiro conjunto habitacional em Manaus
Mais de 60 mil toneladas de plástico que poderiam estar poluindo rios, igarapés e áreas urbanas do Amazonas ganharam um novo destino: a construção de moradias para famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio do projeto Amazonas EcoLar.
Criado na gestão do ex-governador e presidente estadual do União Brasil, Wilson Lima, o Amazonas EcoLar transforma resíduos sólidos em matéria-prima para casas populares, ao mesmo tempo em que gera empregos, fortalece cooperativas de reciclagem e impulsiona uma nova cadeia econômica sustentável no estado. A iniciativa tem continuidade na atual gestão do governador Roberto Cidade, também do União Brasil.
A proposta prevê a construção do primeiro conjunto habitacional do programa, no bairro Petrópolis, zona sul de Manaus. O residencial contará com 16 unidades habitacionais produzidas a partir de plástico reciclado, reunindo habitação social, sustentabilidade ambiental, inovação tecnológica e inclusão produtiva em uma única política pública.
“O Amazonas EcoLar é uma solução. É uma iniciativa que cuida das pessoas, protege o meio ambiente e pode ser replicada em outros estados. Mostramos que é possível enfrentar dois grandes desafios ao mesmo tempo: a habitação e a destinação correta dos resíduos plásticos”, destacou Wilson Lima.
“O projeto Amazonas EcoLar representa uma solução integrada que transforma um passivo ambiental em ativo social, reforçando o compromisso do Estado com políticas públicas voltadas à sustentabilidade, à inovação e à proteção das populações mais vulneráveis”, afirma Roberto Cidade.
Coordenado pela Defesa Civil do Amazonas, o projeto utiliza resíduos plásticos que passam por processos de triagem e transformação até se tornarem blocos estruturais empregados nas construções. As moradias terão 50 metros quadrados, com dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Entre os diferenciais previstos estão isolamento térmico e acústico, resistência à umidade, ao fogo e ao mofo, além da instalação de biodigestores para o tratamento adequado dos efluentes.
As obras do primeiro conjunto habitacional serão executadas pela Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), órgão vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb), enquanto a Defesa Civil ficará responsável pela montagem das unidades.
O segundo vice-presidente estadual do União Brasil, engenheiro civil Marcellus Campêlo, participou da implantação do projeto, quando esteve à frente da Sedurb e da UGPE, cargos dos quais se desincompatibilizou em março deste ano, colocando o nome à disposição como pré-candidato a deputado estadual. Marcellus Campêlo destaca que a iniciativa, que alia preservação ambiental e inclusão social. “A iniciativa contempla, com habitação, as famílias que mais precisam e diminui o passivo ambiental gerado pelo descarte irregular de resíduos sólidos”, ressaltou.
Emprego e Renda
Antes da implantação do Amazonas EcoLar, grande parte do plástico coletado no estado precisava ser enviada para outras regiões do país para processamento. Com a criação do Centro de Reciclagem da Defesa Civil do Amazonas, esse ciclo passou a acontecer integralmente em território amazonense, reduzindo custos logísticos, agregando valor à matéria-prima e ampliando os benefícios sociais e econômicos gerados pela reciclagem.
O impacto do projeto vai além das áreas ambiental e habitacional. Ao criar demanda permanente para materiais recicláveis, o Amazonas EcoLar fortalece cooperativas, amplia oportunidades para catadores, movimenta a cadeia da reciclagem e gera emprego e renda. Desde a implantação do Centro de Reciclagem da Defesa Civil, já foram criados 61 postos de trabalho, sendo 19 diretos e 42 indiretos.
Atualmente, três cooperativas credenciadas participam diretamente do fornecimento da matéria-prima utilizada na fabricação dos blocos estruturais empregados nas construções. O modelo garante valorização econômica dos resíduos e fortalece uma atividade fundamental para a sustentabilidade urbana.
Além das moradias, a tecnologia desenvolvida pelo Amazonas EcoLar poderá futuramente ser aplicada na construção de escolas, centros comunitários, postos de fiscalização e outras estruturas públicas, ampliando os benefícios econômicos, sociais e ambientais do programa. “Mais do que retirar plástico do meio ambiente, o Amazonas EcoLar propõe uma nova destinação para os resíduos sólidos: transformá-los em moradia, oportunidade de emprego, geração de renda e desenvolvimento sustentável para o Amazonas”, conclui Wilson Lima.
Com informações da Assessoria





