
No Dia Mundial da Doação de Leite Humano, celebrado nesta terça-feira (19), a Maternidade Dr. Moura Tapajóz (MMT), administrada pela Prefeitura de Manaus, reforça a importância da doação de leite materno e convoca a população a ajudar os recém-nascidos internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin), principais receptores do leite humano doado à unidade.
Para doar, a mulher não precisa sequer sair de sua casa. A coleta é feita de forma segura e prática. A coleta domiciliar pode ser agendada por meio do telefone (92) 98842-8514 (somente mensagem de WhatsApp), de segunda a sexta-feira, em horário comercial, ou a doação pode ser realizada presencialmente na própria sede da maternidade, localizada na avenida Brasil, n°1335, bairro Compensa 1, zona Oeste, todos os dias, no horário das 8h às 17h.
O posto dispõe de automóvel com motorista exclusivamente para coleta de leite no domicílio das mães doadoras, buscando os vidros cheios e substituindo por vidros esterilizados, em dias e horários previamente acordados.
Leite analisado
Todo o leite doado é rigorosamente analisado, pasteurizado e submetido a controle de qualidade antes de ser ofertado a uma criança, conforme rege a legislação que regulamenta o funcionamento dos bancos de leite humano no Brasil, a RDC Nº 171.
O titular da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Nagib Salem, destacou que o leite humano doado literalmente salva vidas, pois tem impacto direto na evolução clínica dos bebês, especialmente dos prematuros.
“É importante que as mulheres lactantes tenham em mente que doar leite literalmente salva vidas. Toda mulher saudável que estiver amamentando pode doar, inclusive aquelas que tiveram seus filhos em outra maternidade, seja pública ou privada. Os bebês doentes e prematuros da Maternidade Dr. Moura Tapajóz precisam muito desse suporte”, ressaltou o secretário.
Segundo a diretora da MMT, Núbia Cruz, o leite humano doado é essencial para a recuperação dos bebês prematuros, porque, além de ser rico em anticorpos, fatores imunológicos e nutrientes essenciais, contribui para a proteção contra infecções, favorece o amadurecimento intestinal, auxilia no desenvolvimento neurológico e pode colaborar para a redução do tempo de internação.
“Sabemos que quando a mãe tem um bebê que nasce doente ou prematuro, o leite demora para fazer a saída natural, porque é o ato de amamentar que estimula o cérebro a produzir o leite. Então, quando este recém-nascido não está com a mãe, o próprio estresse do momento e a falta de sucção direta na mama são responsáveis por essa baixa de produção. Por isso, esse bebê necessariamente vai precisar de leite materno doado”, explicou a diretora.
Com informações da assessoria





