Início Meio ambiente Escassez de diesel no RS: 166 cidades relatam falta do combustível

Escassez de diesel no RS: 166 cidades relatam falta do combustível

O número de municípios do Rio Grande do Sul que enfrentam problemas com o abastecimento de óleo diesel subiu para 166. A informação foi divulgada pela Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) nesta quarta-feira (25), em um boletim que teve acesso pela Agência Brasil. Na última quinta-feira (19), o número de cidades afetadas era 142.


Alerta para serviços essenciais

Segundo a Famurs, que recebeu retorno de 384 dos 497 municípios gaúchos, os 166 municípios atingidos representam um terço das cidades do estado. A capital, Porto Alegre, não consta entre as afetadas. A federação considera a situação um “sinal de alerta para o funcionamento dos serviços essenciais nas cidades”.


Prefeituras estão priorizando o uso do diesel para áreas como saúde e transporte de pacientes. Obras e atividades que dependem de maquinário pesado foram suspensas devido à falta do combustível, essencial para caminhões, ônibus e tratores.

Causas e ações do governo

A escassez de diesel nas cidades gaúchas e o aumento de preço em outras regiões do país são reflexos da guerra no Oriente Médio, que impacta a cadeia global do petróleo. O Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome, tornando o derivado do petróleo particularmente sensível a cenários internacionais.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou anteriormente que o cenário era de “questões logísticas” e não de falta de produtos. A ANP não retornou ao contato da Agência Brasil para comentar a situação atual.

Desde o fim de fevereiro, o preço do litro do óleo diesel no Brasil já subiu cerca de 20%, segundo a ANP. Para mitigar os impactos, o governo federal zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel e oferece uma subvenção de R$ 0,32 por litro produzido ou importado. A Petrobras também realizou ajustes em seus preços, mas o impacto nas bombas foi amenizado pelas ações governamentais.

Há ainda uma proposta para que os estados colaborem com subsídios. A ANP segue com as ações de fiscalização na cadeia de comercialização de combustíveis.

Com informações da Agência Brasil