
O conceito de amor, que o dicionário Michaelis define de múltiplas formas, ganha novas perspectivas no programa Caminhos da Reportagem desta semana. Indo além das definições tradicionais, a atração explora a diversidade de sentimentos e relações humanas que fogem do ideal romântico.
O peso da idealização romântica
Para o neurocientista Fernando Gomes, a busca por afeto é inerente ao ser humano desde a infância. Contudo, essa necessidade muitas vezes é moldada por uma visão idealizada.
A professora Ana Maria de Matos Viegas relata que, em sua juventude, a ideia de amor era fortemente influenciada por canções românticas, como a de Vinícius de Moraes. Essa visão, segundo a psicóloga Geni Núñez, tem raízes no conceito de “amor romântico”, que prega a ideia de complementaridade, como a “metade da laranja”.
O filósofo Renato Noguera reforça que contos de fadas, livros e filmes perpetuam essa imagem idealizada, citando o exemplo clássico de Romeu e Julieta e o pedido de casamento tradicional com ajoelhamento e anel.
Novas narrativas de afeto e o combate ao etarismo
A bibliotecária Mónica Aliseris compartilha que, em seu passado, o casamento e a formação de família eram a única opção de futuro imaginada. No entanto, sua história com Ana Maria, com quem se casou aos quase 50 anos após se separarem de relacionamentos anteriores, traz à tona a questão do etarismo.
Elas destacam a importância de discutir o etarismo para valorizar as pessoas mais velhas e normalizar relações que fogem dos estereótipos, como casais que moram juntos e mantêm amizades em conjunto.
Diversidade de amores em pauta
Além da história de Ana e Mónica, o Caminhos da Reportagem apresenta outros quatro relatos que abordam temas como assexualidade, transfobia e capacitismo, ampliando o debate sobre as diferentes formas de amar e vivenciar relacionamentos.
O programa vai ao ar nesta segunda-feira (23), às 23h, na TV Brasil.
Com informações da Agência Brasil





