Início Meio ambiente Brasil sedia encontro mundial sobre proteção de espécies migratórias em Campo Grande

Brasil sedia encontro mundial sobre proteção de espécies migratórias em Campo Grande

Entre os dias 23 e 29 de março, a cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, será palco da 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15). O evento, que antecede uma sessão de alto nível com chefes de estado de 132 países e da União Europeia, marca o início de um novo ciclo de negociações internacionais liderado pelo Brasil.


Brasil assume presidência e define prioridades

O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, assumirá a presidência da COP15, conduzindo os debates sobre a conservação de espécies migratórias. A pauta da conferência é extensa, com mais de 100 itens, focando na atualização das listas de espécies ameaçadas e na revisão de anexos da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS).


Importância da biodiversidade brasileira

O Brasil, com sua vasta biodiversidade e dimensões continentais, é um ponto crucial para diversas espécies migratórias, como aves, peixes, mamíferos (incluindo a toninha e a baleia jubarte) e tartarugas marinhas. A escolha do país para sediar a COP15 reforça sua importância no ciclo migratório global e a oportunidade de aprimorar suas ações de proteção.

Pantanal como palco estratégico

A decisão de realizar a conferência no Pantanal visa chamar atenção para a necessidade de proteção deste bioma transnacional, vital para dezenas de espécies migratórias. A maior área úmida continental do planeta é sensível às mudanças climáticas e exige cooperação entre Brasil, Paraguai e Bolívia para sua conservação.

Funcionamento do tratado e ameaças às espécies

A CMS opera através da cooperação internacional para garantir que espécies, mesmo não nativas dos países signatários, encontrem condições ambientais seguras em suas rotas migratórias. As principais ameaças incluem a perda e degradação de habitat, poluição, caça, barreiras físicas (linhas de transmissão, turbinas eólicas) e as mudanças climáticas. Um exemplo prático de cooperação é o acordo entre Brasil, Uruguai e Argentina para a proteção da toninha, com a criação do Parque Nacional do Albardão.

Financiamento e metas da COP15

O financiamento das ações de proteção é um dos itens da pauta, com foco na implementação de protocolos de cooperação entre os países. O sucesso da COP15 será medido pelo cumprimento da agenda ambiciosa, o aumento de compromissos e novas ações integradas. O Brasil também busca estimular o interesse internacional e o envolvimento da sociedade na conservação das espécies migratórias, que são bioindicadores da saúde ambiental do planeta.

Com informações da Agência Brasil