Início Economia Inovação nas empresas brasileiras cai em 2024, mas setor químico lidera ranking

Inovação nas empresas brasileiras cai em 2024, mas setor químico lidera ranking

A taxa de inovação das empresas brasileiras em 2024 atingiu 64,4%, mas apresentou uma queda em comparação com o ano anterior. Segundo a Pesquisa de Inovação Semestral (Pintec), 32,7% das empresas analisadas inovaram em produto e processo de negócios, uma redução de 1,7 ponto percentual em relação a 2023 (34,4%). Esta é a menor taxa observada em ambas as categorias desde o início da pesquisa em 2021.


Queda na inovação e fatores econômicos

As empresas que inovaramsomente em produto também registraram a menor taxa do período em 2024, com 12,5%. Por outro lado, aquelas que inovaram apenas em processo de negócios apresentaram um crescimento, passando de 16,6% em 2023 para 19,2% em 2024, um aumento de 2,6 pontos percentuais.


O analista da Pintec, Flávio Peixoto, atribui essa desaceleração à conjuntura econômica. “2021 foi um ano muito atípico de pós-pandemia. As atividades produtivas e inovativas estavam bastante represadas. Nos três últimos anos as atividades ficaram mais estáveis. A taxa de investimentos também caiu e houve alta da taxa de juros, a Selic”, explicou Peixoto.

Setores de destaque e desafios em P&D

No setor industrial, a fabricação de produtos químicos liderou o ranking de inovação em 2024, com 84,5%. Em seguida, aparecem a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (82,1%) e a fabricação de móveis (77,1%). O setor menos inovador foi a fabricação de produtos do fumo, com 29,8%.

Em 2024, 32,9% das empresas investiram em pesquisa e desenvolvimento (P&D) interno, o menor percentual desde 2021 (33,9%). No entanto, em setores como Fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos, fabricação de produtos químicos, Fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos e Fabricação de outros equipamentos de transporte, a taxa de investimento em P&D superou 50%.

Gastos com P&D e apoio público

Os gastos totais com P&D em 2024 alcançaram R$ 39,9 bilhões, um aumento nominal em relação aos R$ 38,2 bilhões registrados em 2023. A Indústria de transformação foi a principal responsável por esses dispêndios, com R$ 34,1 bilhões (85,4%), seguida pelas Indústrias extrativas, com R$ 5,8 bilhões (14,6%).

Empresas inovadoras buscaram mais apoio público em 2024, com 38,6% utilizando esses recursos, comparado a 36,3% em 2023. O Incentivo fiscal à pesquisa e desenvolvimento e inovação tecnológica foi o instrumento de apoio público mais utilizado, correspondendo a 28,9%.

A expectativa para 2025 é positiva: 96,4% das empresas inovadoras planejam manter ou aumentar seus gastos com P&D.

Com informações da Agência Brasil