
O governo federal lançou nesta segunda-feira (16) o Plano Clima, um documento estratégico para orientar ações de mitigação e adaptação à crise climática no Brasil. A iniciativa tem como objetivo principal a redução de 59% a 67% das emissões de dióxido de carbono até 2035, em relação aos níveis de 2005, como um passo fundamental para alcançar o zero líquido de emissões de gases de efeito estufa até 2050.
Ampla participação social na elaboração
A construção do Plano Clima envolveu um processo participativo com cerca de 24 mil pessoas, resultando em aproximadamente 5 mil propostas. Essas sugestões foram sintetizadas e selecionadas pelo Comitê Interministerial sobre Mudança Climática (CIM), composto por 25 ministérios, sob a liderança das pastas de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas; Ciência, Tecnologia & Inovação; e Casa Civil.
Emergência climática e financiamento
A ministra Marina Silva (Meio Ambiente e Mudanças Climáticas) destacou a gravidade da situação, referindo-se a desastres recentes como os ocorridos na Bahia, Rio Grande do Sul, São Sebastião e na Amazônia, além da tragédia em Minas Gerais. Ela afirmou que o Plano Clima é a principal estratégia do governo para enfrentar esses problemas. O financiamento do plano virá do Eco Invest Brasil, da Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP), e do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima), que disporá de mais de R$ 33 bilhões este ano, sendo R$ 27,5 bilhões em recursos reembolsáveis ao BNDES.
Liderança global e base científica
O ministro Rui Costa (Casa Civil) avaliou que o Plano Clima posiciona o Brasil na liderança global da agenda ambiental e serve como um chamado à ação para todos os setores da sociedade. A ministra Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação) ressaltou que o plano consolida a ciência como base para as ações, antecipando soluções em vez de apenas reagir a desastres.
Com informações da Agência Brasil





