Início Economia Bancos antecipam R$ 32,5 bilhões ao FGC em reforço financeiro

Bancos antecipam R$ 32,5 bilhões ao FGC em reforço financeiro

Os bancos do Sistema Financeiro Nacional realizarão um aporte extra de R$ 32,5 bilhões no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) até o dia 25. A decisão, tomada pelo Conselho de Administração do FGC, envolve a antecipação de contribuições ordinárias das instituições financeiras, correspondendo a 60 meses de pagamentos.


Objetivo e Solidez Patrimonial

O FGC informou que a medida tem como objetivo reforçar a capacidade financeira da instituição, assegurando sua solidez patrimonial e a plena capacidade de cumprimento de suas obrigações, em conformidade com a legislação e o estatuto.


Impacto do Caso Banco Master

O reforço financeiro ocorre em paralelo aos pagamentos relacionados ao colapso do Banco Master. Até o momento, o FGC já desembolsou R$ 38,4 bilhões em garantias a credores do conglomerado, o que representa aproximadamente 94% do total previsto. Cerca de 675 mil credores já foram indenizados, correspondendo a 87% dos beneficiários.

Desconto no Compulsório e Liberação de Recursos

Recentemente, o Banco Central autorizou os bancos a descontarem os valores antecipados ao FGC do recolhimento compulsório. Essa medida pode liberar cerca de R$ 30 bilhões para as instituições financeiras ao longo deste ano, sem impacto previsto na economia, pois compensará os recursos que deixam de circular.

Plano Emergencial e Antecipações Futuras

Em fevereiro, o FGC já havia aprovado um plano emergencial para cobrir o rombo do Banco Master, prevendo a antecipação de cinco anos de contribuições futuras, divididas em três parcelas mensais. O cronograma inclui ainda adiantamentos adicionais em 2027 e 2028, totalizando até sete anos de contribuições antecipadas.

O Colapso do Banco Master

O Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada em novembro de 2025 pelo Banco Central, devido a uma crise de liquidez agravada pela oferta de rendimentos agressivos. Investigações apontaram um esquema de fraudes bilionárias, com a criação de carteiras de crédito falsas. O FGC assumiu o ressarcimento dos investidores, com um montante estimado em R$ 40,6 bilhões para cerca de 1,6 milhão de credores.

Com informações da Agência Brasil