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Dólar salta para R$ 5,26 e Ibovespa recua 3% em meio à escalada de tensão no Oriente Médio

Em um dia marcado pela acentuação da tensão mundial, o dólar comercial registrou uma forte alta, encerrando o pregão vendido a R$ 5,261, um avanço de 1,87%. O movimento foi diretamente influenciado pelo agravamento do conflito no Oriente Médio, levando investidores a buscarem a moeda americana como um porto seguro.


Mercado de Ações em Queda Livre

A bolsa brasileira não ficou imune ao pessimismo. O índice Ibovespa, da B3, sofreu seu maior recuo do ano, fechando em queda de 3,27%, aos 183.104 pontos. A mínima do dia chegou a registrar um tombo de 4,64%.


Fatores Globais e Domésticos em Jogo

A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com ramificações no Líbano e em países do Golfo, foi o principal gatilho para a instabilidade. O anúncio do Irã sobre o fechamento do Estreito de Ormuz, rota crucial para cerca de 20% do petróleo mundial, e a suspensão da produção de gás natural liquefeito pelo Catar intensificaram os temores de desabastecimento global de energia.

O preço do petróleo tipo Brent subiu mais de 4%, enquanto o gás natural na Europa avançou 22%, elevando a preocupação com a inflação global e a desaceleração econômica. No cenário internacional, o índice DXY, que mede a força do dólar, subiu 0,66%.

PIB Brasileiro e Impacto na Selic

No âmbito doméstico, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 2,3% em 2025. Apesar da expansão anual, a economia mostrou perda de fôlego no último trimestre, com alta de apenas 0,1%. O dado reforça a percepção de desaceleração econômica, que pode influenciar a política monetária.

A expectativa é que o Banco Central (BC) reduza a Taxa Selic em apenas 0,25 ponto percentual na reunião deste mês, diante do cenário de incertezas globais e do impacto das commodities. Juros altos, embora auxiliem a conter o dólar, podem frear o crescimento econômico.

Com informações da Reuters