
As vendas de títulos públicos para pessoas físicas por meio do Tesouro Direto alcançaram um novo recorde em janeiro, totalizando R$ 12,02 bilhões. Este volume representa o maior valor mensal desde o lançamento do programa em 2002, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional.
Crescimento expressivo nas vendas
O resultado de janeiro superou em 26,9% o registrado em dezembro, quando as vendas somaram R$ 9,47 bilhões. Na comparação com janeiro do ano anterior, o aumento foi de 37,21%. O recorde anterior havia sido estabelecido em março de 2023, com R$ 11,69 bilhões em vendas.
Preferências dos investidores
Os títulos mais procurados em janeiro foram aqueles vinculados à taxa básica de juros (Selic), respondendo por 48,9% das vendas. Títulos corrigidos pela inflação (IPCA) representaram 28,2%, enquanto os prefixados, com juros definidos no momento da emissão, alcançaram 15,1%.
O Tesouro Renda+, destinado a financiar aposentadorias, respondeu por 6,4% das vendas. Já o Tesouro Educa+, lançado em agosto de 2023 para auxiliar na poupança para o ensino superior, atraiu 1,5% das vendas.
Motivos para o aquecimento
O elevado patamar da Taxa Selic, que foi elevada para 15% ao ano, torna os títulos vinculados aos juros básicos particularmente atrativos. A expectativa de alta na inflação oficial também contribui para o interesse em títulos corrigidos pelo IPCA.
Estoque e número de investidores
O estoque total do Tesouro Direto atingiu R$ 220,24 bilhões no final de janeiro, um aumento de 3,28% em relação ao mês anterior e de 37,75% em comparação com janeiro de 2023. Esse crescimento se deve à correção pelos juros e ao fato de as vendas terem superado os resgates em R$ 4,88 bilhões no mês.
O programa também registrou um aumento no número de investidores, com 330.786 novos participantes em janeiro, elevando o total para 34.587.727. O número de investidores ativos cresceu 14,73% em 12 meses.
Acessibilidade para pequenos investidores
A participação de pequenos investidores é evidenciada pelo expressivo número de vendas de até R$ 5 mil, que corresponderam a 77,5% do total de 1.305.976 operações. As aplicações de até R$ 1 mil representaram 55,7% do total.
Prazos de investimento
Investidores demonstraram preferência por títulos de prazo médio. Vendas de títulos com vencimento entre cinco e dez anos representaram 40,6% do total, seguidas pelas operações com prazo de até cinco anos (39,9%). Títulos com vencimento superior a dez anos corresponderam a 19,5% das vendas.
O Tesouro Direto foi criado em 2002 com o objetivo de democratizar o acesso a aplicações em títulos públicos para pessoas físicas, permitindo a compra direta pela internet. Uma taxa é cobrada pela B3, a bolsa de valores brasileira, descontada nas movimentações dos títulos. A captação de recursos via venda de títulos é uma das estratégias do governo para honrar seus compromissos financeiros.
Com informações da Agência Brasil





