
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga crimes cibernéticos questionou nesta terça-feira (26) a Meta, empresa dona do Facebook e Instagram, sobre seus lucros e o combate a atividades ilícitas em suas plataformas. A diretora de política econômica para América Latina da Meta, Yara Alves, foi convocada para prestar esclarecimentos.
Controvérsias sobre regulação e golpes online
O senador Alessandro Vieira apresentou documentos internos vazados que, segundo a agência Reuters, orientariam gestores da Meta a evitar regulação estatal que busca combater anúncios de golpes na internet. Yara Alves negou o conhecimento de tais documentos, afirmando que a empresa busca proteger seus usuários.
Exploração sexual de crianças e adolescentes em pauta
Outro ponto crucial da audiência foi a capacidade da Meta em detectar e impedir a divulgação de imagens de abuso sexual de crianças e adolescentes. O senador citou um relatório da ONG Human Trafficking Institute que aponta o Facebook como a plataforma mais utilizada por traficantes sexuais para aliciamento. A diretora da Meta admitiu não saber com precisão se as ferramentas da empresa são suficientes para impedir a transferência de fotos de pornografia infantil.
Falta de respostas leva a nova convocação
A diretora da Meta também não conseguiu responder a questionamentos sobre os limites da criptografia e o uso de algoritmos para favorecer determinados conteúdos políticos. Diante da falta de respostas precisas, o relator da CPI solicitou uma nova convocação do diretor-geral da Meta no Brasil, Conrado Leister.
Com informações da Agência Brasil





