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Mercado financeiro reduz projeção de inflação para 3,91% em 2026

A expectativa do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi reduzida de 3,95% para 3,91% em 2026. Esta é a sétima semana consecutiva de cortes na projeção para o ano, que se mantém dentro do intervalo da meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que varia entre 1,5% e 4,5%, com centro em 3%.


Projeções para os próximos anos e meta de inflação

Para 2027, a previsão da inflação se manteve em 3,8%. Já para 2028 e 2029, as estimativas apontam para 3,5% em ambos os anos. A meta de inflação, que o Banco Central (BC) busca perseguir, é de 3% ao ano, com uma tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.


Inflação em janeiro e fatores de impacto

Em janeiro, a alta nos preços da conta de luz e da gasolina contribuiu para que a inflação oficial do mês fechasse em 0,33%, mesmo índice de dezembro. O acumulado de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), foi de 4,44%.

Taxa Selic e política monetária

O Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Taxa Selic, como principal ferramenta para controlar a inflação. Atualmente, a Selic está em 15% ao ano. Apesar da redução da inflação e do dólar, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve os juros inalterados pela quinta vez seguida na última reunião. Contudo, o Copom indicou em ata que poderá iniciar o ciclo de cortes na reunião de março, caso a inflação permaneça controlada e sem surpresas no cenário econômico, mantendo, porém, juros em patamares restritivos.

Redução da Selic e impacto na economia

A estimativa dos analistas para a Taxa Selic ao final de 2026 foi reduzida de 12,25% para 12,13% ao ano. Para 2027 e 2028, a projeção é de 10,5% e 10% ao ano, respectivamente, chegando a 9,5% em 2029. A elevação da Selic visa conter a demanda, encarecendo o crédito e estimulando a poupança, o que pode desacelerar a economia. Por outro lado, a redução da taxa tende a baratear o crédito, impulsionando a produção e o consumo.

Projeções para o PIB e câmbio

A estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano foi ajustada de 1,8% para 1,82%. Para 2027, a projeção para o PIB ficou em 1,8%, enquanto para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima uma expansão de 2% ao ano. Em 2024, o PIB brasileiro fechou com alta de 3,4%. A previsão para a cotação do dólar ao final deste ano é de R$ 5,45, e para o fim de 2027, a estimativa é de R$ 5,50.

Com informações da Agência Brasil