
Empresas brasileiras com projetos inovadores voltados à defesa nacional poderão receber um impulso financeiro significativo. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciaram uma nova chamada do programa Mais Inovação Brasil, destinando R$ 300 milhões para impulsionar soluções tecnológicas desenvolvidas no país.
A iniciativa, que integra a segunda rodada do Finep Mais Inovação Brasil, busca fomentar a autonomia produtiva, a geração de conhecimento aplicado e o fortalecimento da Base Industrial de Defesa. O objetivo é estimular a criação de produtos, processos ou serviços inéditos, diminuindo a dependência de tecnologias importadas e ampliando a colaboração entre empresas e instituições científicas.
Foco na soberania e desenvolvimento tecnológico
A ministra do MCTI, Luciana Santos, destacou a importância estratégica da política de ciência, tecnologia e inovação para o fortalecimento da capacidade produtiva do Brasil. “Estamos direcionando recursos para áreas sensíveis e estruturantes, porque fortalecer a base industrial de defesa significa ampliar nossa soberania, estimular a inovação nacional e gerar desenvolvimento com tecnologia própria”, afirmou.
Os recursos provêm do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e serão concedidos como subvenção econômica, ou seja, não precisarão ser devolvidos pelas empresas. No entanto, é exigida uma contrapartida financeira proporcional ao aporte, que poderá ser utilizada em despesas diretamente ligadas ao desenvolvimento tecnológico, como contratação de equipe de pesquisa, serviços especializados e aquisição de equipamentos essenciais.
Quem pode participar?
Podem concorrer empresas brasileiras com fins lucrativos que atuem no setor de defesa e sejam classificadas como Empresas Estratégicas de Defesa (EED). A participação de coexecutoras nacionais é permitida, desde que cumpram os requisitos legais. A presença de pelo menos uma Instituição Científica ou Tecnológica (ICT) como parceira é obrigatória, incentivando a integração entre indústria e academia.
Entidades sem fins lucrativos, pessoas físicas, cooperativas e microempreendedores individuais não são elegíveis para esta chamada.
Como se inscrever
As propostas devem ser submetidas exclusivamente através da plataforma da Finep até o dia 30 de setembro de 2026. Propostas enviadas fora do prazo ou por outros canais não serão consideradas.
Após a aprovação e formalização, os projetos selecionados poderão ser executados em até 36 meses, sujeitos à disponibilidade orçamentária e ao cumprimento integral dos critérios estabelecidos no edital. O edital completo e mais detalhes sobre o processo de inscrição estão disponíveis no portal da Finep.
Com informações da assessoria





