
O prefeito de Manaus, David Almeida, aprovou o Plano de Ação Climática da Cidade de Manaus, um marco na agenda ambiental do município. O plano, que organiza pela primeira vez ações estruturadas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, foi validado durante reunião do Comitê Municipal de Enfrentamento à Mudança do Clima. Com a aprovação, o documento será encaminhado para a Câmara Municipal de Manaus (CMM) nos próximos dias.
Elaborado ao longo de 2025, o plano consolida diagnósticos inéditos, como o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) e o Levantamento de Riscos e Vulnerabilidades Climáticas. Essas ferramentas orientarão ações de curto, médio e longo prazos para a proteção da população, da floresta, dos rios e da infraestrutura urbana. Após passar por consulta pública em novembro, o documento recebeu o aval do colegiado técnico.
David Almeida destacou a importância do plano para a cidade. “Manaus assume o seu papel histórico na agenda climática. Estamos falando de uma cidade que está no centro da maior floresta tropical do mundo e que decidiu planejar o seu futuro com base em ciência, dados e participação social. O Plano de Ação Climática não é discurso, é instrumento de gestão, com metas, prazos e integração entre secretarias. É assim que se protege a vida das pessoas hoje e das próximas gerações”, afirmou o prefeito.
A construção do plano priorizou a transparência e a participação social, com a realização de oficinas com a sociedade civil, visitas a áreas de risco e reuniões técnicas. O processo foi acompanhado e validado pelo Comitê Municipal de Enfrentamento à Mudança do Clima, composto por 21 secretarias municipais e coordenado pela Semmas, com apoio técnico da I Care Brasil.
Victor Gonçalves, coordenador de Projetos Climáticos da I Care Brasil, ressaltou o caráter estratégico do plano. “A conclusão do Plano de Ação Climática de Manaus estabelece uma base sólida para políticas públicas integradas de mitigação e adaptação. Os diagnósticos técnicos […] orientam a definição de prioridades e fortalecem a capacidade da cidade de se preparar para eventos climáticos extremos, protegendo pessoas e infraestrutura”, disse.
Plano estratégico e intersetorial
Manaus se posiciona como uma das poucas capitais brasileiras, e uma das poucas na região Norte, a possuir um Plano de Ação Climática estruturado. O documento reúne diagnósticos, metas e ações voltadas à redução de emissões de GEE e à adaptação aos impactos climáticos, como cheias, estiagens e deslizamentos.
Jocilene Galúcio, representante da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) no comitê, enfatizou a necessidade de continuidade do trabalho intersetorial. “A manutenção do comitê e o monitoramento permanente das ações são fundamentais para assegurar que cada secretaria cumpra suas responsabilidades e que o plano seja acompanhado, avaliado e ajustado sempre que necessário”, declarou.
O Plano de Ação Climática de Manaus abrange mais de 150 ações distribuídas em seis eixos: Eco Manaus Eficiente, Governança Climática, Manaus + Limpa, Manaus + Verde, Movimenta Manaus e Ordena Manaus. Cada ação conta com metas específicas, prazos, indicadores de monitoramento e alinhamento aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A próxima etapa é a publicação do instrumento legal pela Prefeitura, que formalizará a execução do plano e permitirá o acompanhamento contínuo dos resultados, consolidando Manaus como referência nacional em planejamento climático urbano.
Com informações da assessoria





