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Indústria brasileira cresce em sete estados em 2025, com destaque para Rio e Espírito Santo


Em 2025, a produção industrial brasileira registrou um crescimento de 0,6% em relação ao ano anterior. No entanto, sete estados apresentaram um avanço superior à média nacional, com Rio de Janeiro e Espírito Santo liderando o ranking. O Espírito Santo saltou mais de 10% e o Rio de Janeiro mais de 5% no período.


Os dados são parte da Pesquisa Industrial Mensal Regional divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa abrange 18 localidades, incluindo 17 unidades da federação com participação mínima de 0,5% na indústria nacional e a região Nordeste como um todo.


Estados com crescimento acima da média nacional

O Rio de Janeiro exerceu a maior influência positiva na média nacional, impulsionado principalmente pelo setor extrativo, com aumento na extração de petróleo e gás natural. O Espírito Santo também se destacou pela expansão na extração de petróleo, minério de ferro e gás natural.

Santa Catarina figurou como a terceira maior influência positiva, com destaque para os setores de alimentos (carnes e miudezas de aves congeladas, preparações e conservas de peixe, embutidos de carnes de suínos) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos.

Desempenho abaixo da média e recuos

Três estados apresentaram crescimento industrial em 2025, mas abaixo da média nacional de 0,6%. Em contrapartida, oito localidades pesquisadas viram a produção industrial recuar, com Rio Grande do Sul registrando a queda mais expressiva.

São Paulo e os impactos negativos

Apesar de ser o maior polo industrial do país, respondendo por um terço da produção nacional, São Paulo registrou uma queda de 2,2% em 2025. Essa retração exerceu a maior pressão negativa sobre a média nacional.

Entre os setores que mais contribuíram para o desempenho negativo paulista estão os derivados do petróleo, com quedas na produção de álcool etílico, óleo diesel, gasolina automotiva, asfalto de petróleo e naftas. O setor farmacêutico também apresentou redução na fabricação de medicamentos.

Recuos expressivos no Nordeste e Centro-Oeste

Nos estados com quedas superiores a dois dígitos, a fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis foi o principal responsável. No Rio Grande do Norte, o recuo de 23,2% foi puxado pela produção de diesel e gasolina. Já em Mato Grosso do Sul, a depressão de 61,5% foi motivada pela baixa produção de álcool etílico.

Com informações do IBGE

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