
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou uma alta de 0,39% em janeiro, acumulando uma elevação de 4,3% nos últimos 12 meses. Este indicador é fundamental para a apuração do custo de vida de famílias que recebem entre um e cinco salários mínimos, com o valor atual do salário mínimo sendo R$ 1.621.
É importante diferenciar o INPC do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é a inflação oficial do país. O IPCA, que mede a variação de preços para famílias com renda de até 40 salários mínimos, apresentou uma alta de 0,33% em janeiro, totalizando 4,44% em 12 meses.
Por que o INPC é relevante?
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) atribui pesos distintos aos grupos de preços pesquisados em cada índice. No INPC, os alimentos representam aproximadamente 25% do indicador, uma fatia maior do que no IPCA (cerca de 21%). Isso ocorre porque famílias de menor renda tendem a destinar uma proporção maior de seus orçamentos para a compra de alimentos.
Em contrapartida, itens como passagens aéreas têm um peso menor no cálculo do INPC em comparação com o IPCA.
Abrangência da pesquisa
A coleta de preços que compõe o INPC é realizada em dez regiões metropolitanas brasileiras: Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. A pesquisa também abrange as cidades de Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.
Impacto direto na vida do trabalhador
O INPC tem um impacto direto na remuneração de muitos brasileiros. O seu acumulado em 12 meses é frequentemente utilizado como base para o reajuste salarial de diversas categorias profissionais ao longo do ano.
O próprio salário mínimo considera o dado de novembro em seu cálculo. Além disso, benefícios como o seguro-desemprego, o teto do INSS e pagamentos acima do salário mínimo são corrigidos com base no resultado do INPC acumulado até dezembro.
O IBGE reforça que o objetivo do INPC é garantir a correção do poder de compra dos salários, por meio da medição das variações de preços na cesta de consumo da população assalariada de menor renda.
Com informações da Agência Brasil





