
O renomado Mestre Ciça, figura central na história do carnaval carioca, será o grande homenageado da Unidos do Viradouro em 2026. Em um feito inédito, ele não apenas será o tema do enredo, mas também comandará a bateria da escola durante o desfile, atuando como um dos avaliados pelos jurados.
“É uma honra estar sendo homenageado e estar ao mesmo tempo sendo julgado. Uma coisa inédita em vida, esse acontecimento. Estou vivendo um momento único. Está sendo muito legal, muito bacana”, declarou Mestre Ciça à Agência Brasil, expressando a emoção da ocasião.
Uma Carreira de Sucessos
Ciça, conhecido por suas marcantes paradinhas de bateria, construiu uma carreira sólida em diversas escolas de samba. Antes de liderar a percussão da Viradouro em dois de seus três títulos (2020 e 2024), ele já havia regeu as baterias da Unidos da Tijuca, Grande Rio, União da Ilha e Estácio de Sá, onde iniciou sua jornada no samba em 1988. Sua contribuição também foi fundamental para o carnaval de 1992 da Estácio de Sá, que resultou em vitória.
A Escolha do Enredo
A decisão de homenagear Mestre Ciça em 2026 surgiu após a desistência de outros projetos de enredo. “Nós tínhamos algumas possibilidades de enredo que acabaram não vingando, porque uma escola lançou um enredo muito próximo do nosso. E aí o presidente Marcelinho [presidente de honra, Marcelo Calil Petrus] trouxe a possibilidade de fazermos o Mestre Ciça”, explicou Tarcísio Zanon, carnavalesco da Viradouro.
Zanon ressaltou a alegria da equipe em poder contar a história de um “grande sambista” e elogiou a acessibilidade do mestre durante o processo de pesquisa. “A gente ficou muito feliz em fazer essa homenagem, de contar a história desse grande sambista, uma história incrível. A pesquisa foi muito gostosa de fazer. Mestre Ciça é muito acessível, muito próximo da gente.”
O Samba-Enredo “Pra cima, Ciça!”
A história de Mestre Ciça será apresentada por até 3,5 mil componentes, divididos em 23 alas. O samba-enredo “Pra cima, Ciça!”, assinado por 12 compositores, reverencia o mestre com versos como “Se eu for morrer de amor, que seja no samba/ Sou Viradouro, onde a arte o consagrou/ Não esperamos a saudade pra cantar/ Do mestre dos mestres, herdei o tambor”.
Com informações da Agência Brasil





