
A balança comercial brasileira apresentou um desempenho robusto em janeiro de 2026, alcançando o segundo melhor resultado da série histórica para o mês, com um superávit de US$ 6,26 bilhões. O resultado é impulsionado, em grande parte, pelo desempenho positivo do agronegócio nas exportações e por uma retração nas importações.
Desempenho por setores e produtos
No setor de agronegócio, as exportações de soja registraram um expressivo crescimento de 91,7% em comparação com janeiro do ano anterior, impulsionadas pela antecipação de embarques. As vendas de milho não moído também apresentaram alta de 18,8%.
Por outro lado, as exportações de petróleo bruto apresentaram uma queda de US$ 364,6 milhões em relação a janeiro de 2025. Essa variação é comum no setor devido à manutenção programada de plataformas.
As importações em janeiro foram influenciadas pela queda nas aquisições de petróleo e pela desaceleração da economia, que impactou os investimentos.
Projeções para 2026
Para o ano de 2026, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta um superávit comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões. As exportações devem variar entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões, enquanto as importações devem ficar entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.
As projeções oficiais do MDIC são atualizadas trimestralmente, com novas estimativas mais detalhadas previstas para abril. Em 2025, a balança comercial registrou um superávit de US$ 68,3 bilhões, enquanto o recorde histórico foi alcançado em 2023, com US$ 98,9 bilhões.
As estimativas do governo se mostram mais otimistas do que as de instituições financeiras. Segundo o Boletim Focus do Banco Central, a projeção do mercado para o superávit comercial em 2026 é de US$ 67,65 bilhões.
Com informações da Agência Brasil





