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ANP impõe condições rigorosas para Petrobras retomar perfuração na Foz do Amazonas após vazamento


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) estabeleceu novas e rigorosas condições para que a Petrobras possa retomar as atividades de perfuração de um poço exploratório na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. A perfuração foi paralisada em 6 de janeiro deste ano após um vazamento de fluido de perfuração.


Exigências para retomada da operação

Para que a perfuração seja reiniciada, a Petrobras deverá, primeiramente, substituir todos os selos das juntas do riser de perfuração. O riser é um tubo de grande diâmetro que conecta o poço submarino à sonda flutuante na superfície, funcionando como uma extensão temporária e garantindo a segurança e o controle do poço, além de guiar o retorno da lama de perfuração.


Após a substituição, a companhia terá que apresentar evidências da troca, incluindo uma análise da adequação da instalação, em até cinco dias após a instalação da última junta. A ANP também determinou que a Petrobras revise o Plano de Manutenção Preventiva, com a redução do intervalo de coleta de dados dos registradores de vibração submarina nos primeiros 60 dias de operação.

Outra exigência é que as juntas do tubo de perfuração reserva só sejam utilizadas após o envio de seus respectivos certificados de conformidade, comprovando que foram inspecionadas e/ou reparadas conforme as normas aplicáveis.

Auditoria em andamento

A agência reguladora informou que está realizando uma auditoria do sistema de gestão de segurança operacional da sonda desde a última segunda-feira (2).

O vazamento e as preocupações ambientais

O vazamento ocorrido em 6 de janeiro foi de um fluido de perfuração, composto utilizado para limpar e lubrificar a broca, controlar a pressão do poço e prevenir o colapso das paredes. Segundo a Petrobras, o fluido atende aos limites de toxicidade permitidos por lei, é biodegradável e não oferece danos ao meio ambiente ou às pessoas. No entanto, organizações indígenas e ambientalistas manifestaram preocupação com o incidente.

Na comunicação do vazamento, a Petrobras assegurou ter adotado todas as medidas de controle, notificado os órgãos competentes e que a ocorrência não representa riscos à segurança da operação nem à sonda ou ao poço.

Com informações da Agência Brasil

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