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Portabilidade de crédito no open finance agora é totalmente digital


A partir desta semana, o processo de portabilidade de crédito se tornou totalmente digital no Brasil, permitindo que correntistas solicitem a transferência de empréstimos entre instituições financeiras diretamente pelos aplicativos dos bancos, utilizando a infraestrutura do open finance. A novidade, lançada pouco mais de cinco anos após a implementação do open finance, visa impulsionar a concorrência no mercado de crédito.


Tradicionalmente, a portabilidade de crédito fora do ambiente do open finance pode levar de 20 a 25 dias. Com a nova funcionalidade, o consumidor ganha em agilidade, transparência e opções na hora de renegociar seus empréstimos, podendo visualizar com mais clareza a economia nas parcelas e no custo total do contrato.


Crédito pessoal sem consignação é o primeiro a ser incluído

Nesta fase inicial, o serviço está disponível apenas para operações de crédito pessoal sem consignação, conhecido como crédito “clean”. A expectativa é que, gradualmente, outras modalidades de crédito sejam incorporadas ao sistema, ampliando o alcance da funcionalidade para mais consumidores.

Ana Carla Abrão, presidente-executiva da Associação Open Finance Brasil, classificou o lançamento como um marco para o ecossistema financeiro, destacando o objetivo de tornar o mercado mais transparente, comparável e acessível. “A ideia é chegar ao crédito imobiliário, ou seja, abarcar o mercado de uma maneira muito ampla do ponto de vista de portabilidade”, explicou Abrão.

Portabilidade de consignado prevista para 2026

De acordo com o cronograma atual, a portabilidade de crédito para empréstimos consignados do INSS está prevista para entrar em operação a partir de novembro de 2026. A expansão gradual visa garantir a segurança e a eficiência do processo.

Open finance: um ecossistema em expansão

Lançado em 1º de fevereiro de 2021, o open finance é um sistema que permite o compartilhamento padronizado e seguro de dados financeiros entre instituições, mediante o consentimento explícito do cliente. Criado pelo Banco Central (BC), o modelo ampliou o antigo open banking ao integrar não apenas dados bancários, mas também informações de crédito, investimentos, seguros e previdência.

Redução de juros como objetivo principal

A troca de dados proporcionada pelo open finance tem como objetivo aumentar a concorrência, aprimorar as ofertas e conceder mais controle ao consumidor sobre suas finanças. Segundo Ana Carla Abrão, a ferramenta tem potencial para reduzir juros, especialmente no crédito sem garantia, que atualmente apresenta grande variação de taxas, podendo ir de 4% a 20% ao mês.

O open finance já conta com cerca de 100 milhões de consentimentos únicos ativos, o que representa aproximadamente 30 milhões de pessoas com pelo menos uma conta conectada. A associação acredita que a portabilidade de crédito impulsionará ainda mais o uso do sistema e estimulará a competição entre as instituições financeiras.

Com informações da Agência Brasil

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