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Chanceleres de Brasil e EUA discutem comércio, segurança e visita de Lula a Washington


O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, realizaram uma conversa telefônica neste sábado (31) para tratar de assuntos de interesse bilateral. Entre os principais tópicos abordados estiveram o comércio exterior e a cooperação em segurança.


Embora os detalhes específicos sobre as discussões de comércio e segurança não tenham sido divulgados pelo Itamaraty, a nota oficial indicou que ambos os chanceleres também alinharam preparativos para a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington, prevista para março. A data exata da visita presidencial ainda não foi confirmada.


Contexto diplomático e agendas divergentes

O contato entre os chefes da diplomacia brasileira e americana ocorre em um momento de redefinição de alianças e interesses globais. A conversa também surge em meio a discussões sobre o chamado Conselho da Paz, uma iniciativa dos Estados Unidos para gerir o futuro da Faixa de Gaza. O presidente Lula, que defende o papel central da ONU nas políticas multilaterais, foi convidado a integrar o conselho, mas ainda não se pronunciou sobre o convite, tendo inclusive criticado a proposta em eventos recentes.

A comunicação entre os chanceleres também segue a linha de um diálogo recente entre os presidentes Lula e Joe Biden, onde foram discutidos temas como a reforma do Conselho de Segurança da ONU e a situação na Venezuela. O Brasil tem buscado avançar na cooperação internacional contra o crime organizado transnacional, propondo medidas como o congelamento de ativos e o intercâmbio de informações financeiras.

Comércio e tarifas como pano de fundo

Um dos pontos centrais na relação comercial entre Brasil e EUA, que tem sido um foco para o governo brasileiro, diz respeito às tarifas impostas pelo governo americano sobre produtos brasileiros. Embora algumas tarifas tenham sido revertidas após negociações, outras, como as que incidem sobre máquinas, móveis e calçados, permanecem em vigor, impactando o fluxo comercial bilateral.

Com informações da Agência Brasil

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