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Saúde financeira do seu banco: saiba como checar informações oficiais e evitar fake news


Com a recente liquidação de instituições financeiras pelo Banco Central (BC), notícias e rumores sobre a saúde de bancos têm circulado com mais frequência, nem sempre com informações precisas. Para consumidores e investidores, discernir entre alertas reais e fake news é crucial para proteger o dinheiro e tomar decisões seguras.


Existem ferramentas oficiais, indicadores públicos e sinais objetivos que permitem avaliar a situação financeira de um banco em funcionamento no Brasil. Nem toda notícia alarmista sobre instituições financeiras é verdadeira.


Antes de agir por medo, o consumidor deve consultar fontes oficiais, analisar indicadores e desconfiar de promessas exageradas. A informação de qualidade é a melhor defesa contra boatos e prejuízos.

Passo a passo para checar a saúde financeira do seu banco:

1. Consulte a autorização do Banco Central

Verifique se a instituição financeira possui autorização para operar emitida pelo Banco Central do Brasil. Essa informação pode ser encontrada no site oficial do BC.

2. Use bases oficiais de dados

Plataformas como o site do Banco Central e o site do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) concentram informações confiáveis. Esses sistemas permitem analisar balanços, resultados e indicadores de risco das instituições.

3. Avalie os principais indicadores de solidez

Índice de Basileia: mede a relação entre capital próprio e riscos assumidos.

  • Mínimo exigido no Brasil: 11% para instituições em geral, 13% para bancos cooperativos.
  • Índice confortável: acima de 15%.
  • Um índice de Basileia de 11% significa que, para cada R$ 100 emprestados, a instituição tem 11% de recursos próprios (dos sócios e dos acionistas).
  • Quanto maior o índice, maior a capacidade do banco de absorver perdas.

4. Verifique a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC)

Para investidores, é fundamental confirmar se o banco é coberto pelo FGC, que garante até R$ 250 mil por Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), com um teto global de R$ 1 milhão pago a cada quatro anos.

Recursos e investimentos cobertos pelo FGC:

  • Depósitos à vista e a prazo (CDBs, RDBs, caderneta de poupança);
  • Créditos decorrentes de depósitos à vista ou de contas de pagamento mantidas com o titular;
  • Letras de câmbio, letras hipotecárias e letras de crédito imobiliário (LCIs e LCAs);
  • Operações de report com títulos federais emitidos e garantidos pelo Tesouro Nacional.

Recursos e investimentos não cobertos pelo FGC:

  • Ações, fundos de ações, fundos de renda variável;
  • Derivativos;
  • Créditos de operadoras de planos de saúde;
  • Cotas de consórcios;
  • Dinheiro em conta de investimento.

O correntista deve estar ciente de que perderá esses valores em caso de quebra da instituição.

5. Desconfie de rentabilidade fora do padrão

Ofertas de rentabilidade muito acima da média do mercado, sem uma explicação clara, podem ser um sinal de alerta.

6. Fique atento aos sinais de alerta

Embora não seja possível prever com exatidão a liquidação de um banco, alguns indícios podem ajudar:

  • Dificuldade em realizar saques ou transferências;
  • Problemas recorrentes com o aplicativo ou site do banco;
  • Notícias e rumores persistentes sobre instabilidade financeira;
  • Queda acentuada em indicadores de solidez.

No caso do Will Bank, liquidado recentemente, o Índice de Basileia estava negativo em 5,3% em junho de 2024, e o Índice de Imobilização negativo em 1,9% na mesma data, mesmo com lucro líquido reportado.

7. Compare com investimentos mais seguros

Para reduzir riscos, especialistas recomendam diversificar investimentos e comparar o risco-retorno com opções mais seguras oferecidas pelo mercado.

Com informações da Agência Brasil

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