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Liquidação do Will Bank: Entenda o que acontece com seu dinheiro e seus direitos


A recente liquidação extrajudicial do Will Bank, instituição que operava sob o mesmo conglomerado do Banco Master, acende um alerta sobre a segurança de depósitos e investimentos em bancos digitais. O processo, decretado pelo Banco Central após um período de intervenção administrativa, levanta dúvidas sobre o destino de recursos e contratos de milhares de clientes. A medida visa reorganizar as finanças da instituição e proteger credores, mas gera apreensão sobre os próximos passos para os correntistas e investidores.


O que é a Liquidação Extrajudicial?

A liquidação extrajudicial é um procedimento administrativo conduzido pelo Banco Central (BC) para encerrar as atividades de instituições financeiras que enfrentam dificuldades insustentáveis. Diferente de uma falência, este regime é uma intervenção supervisionada, com o objetivo principal de proteger depositantes, credores e a estabilidade do sistema financeiro. Quando um banco entra em liquidação, suas operações são imediatamente interrompidas: contas são bloqueadas, cartões deixam de funcionar e novos contratos são suspensos.


O Caso do Will Bank e o Banco Master

A situação do Will Bank ganhou destaque após a liquidação do Banco Master, ocorrida em novembro de 2025. O BC implementou um regime especial de administração temporária no Will Bank na tentativa de preservar sua operação e encontrar uma solução, como a venda para um novo investidor. No entanto, a deterioração financeira da instituição se agravou, culminando na decretação da liquidação. O descumprimento de compromissos com a bandeira Mastercard foi apontado como fator decisivo, levando à insolvência e à inevitável intervenção do BC.

Como Fica o Cliente e o Dinheiro Depositado?

Com a liquidação, os correntistas perdem o acesso imediato aos serviços bancários. O saldo em conta e determinados investimentos passam a compor o passivo da instituição, e o cliente se torna um credor no processo de liquidação. O pagamento será realizado de acordo com a ordem legal e a disponibilidade de bens e ativos levantados pelo liquidante nomeado pelo BC. É importante ressaltar que depósitos e alguns investimentos são protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) em até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição. Contudo, em conglomerados financeiros, essa cobertura pode ter particularidades.

Dívidas e Bens de Administradores

A liquidação extrajudicial não extingue as dívidas contraídas pelos clientes. Empréstimos, financiamentos e faturas de cartão de crédito continuam válidos e sob administração do liquidante. Adicionalmente, a legislação prevê o bloqueio dos bens de controladores e ex-administradores da instituição liquidada, como medida para apurar responsabilidades e resguardar os credores. Os clientes afetados devem reunir toda a documentação comprobatória, como extratos e contratos, e acompanhar apenas comunicados oficiais do Banco Central, do liquidante e do FGC, que não cobra taxas para pagamentos.

Com informações da Agência Brasil.