
O vice-presidente Geraldo Alckmin expressou otimismo nesta sexta-feira (9) quanto à iminente assinatura do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, prevendo que o pacto possa entrar em vigor já em 2026. Para que essa meta seja alcançada, é crucial que o acordo seja ratificado pelos parlamentos de todos os países membros do bloco sul-americano e pelo Parlamento Europeu. Alckmin ressaltou que a aprovação brasileira, especialmente no primeiro semestre, poderia acelerar o processo, mesmo sem a confirmação simultânea de todos os parceiros do Mercosul.
Potencial de Empregos e Investimentos
Segundo Alckmin, a conclusão do acordo comercial representa uma oportunidade significativa para a geração de empregos e atração de investimentos tanto para o Brasil quanto para a região do Mercosul. Ele destacou a expectativa de um aumento no fluxo de investimentos europeus no bloco e, reciprocamente, de investimentos brasileiros nos 27 países da União Europeia. O vice-presidente também enfatizou o papel do acordo no fortalecimento do multilateralismo em um cenário global marcado por instabilidade.
Fortalecimento do Comércio e Sustentabilidade
O Brasil já possui uma relação comercial robusta com a União Europeia, que se consolida como o segundo maior parceiro comercial do país, atrás apenas da China. Em 2023, a corrente comercial entre Brasil e UE atingiu US$ 100 bilhões. A indústria de transformação brasileira, em particular, demonstrou um crescimento expressivo em suas exportações para o bloco europeu, superando a média de crescimento para outros destinos globais. Alckmin apontou que a UE é um destino primordial para as exportações de 22 estados brasileiros e que mais de 9 mil empresas nacionais, responsáveis por empregar mais de três milhões de trabalhadores, mantêm relações comerciais com o continente.
Adicionalmente, Alckmin salientou que o acordo estabelece um comércio pautado por regras claras e impulsiona a sustentabilidade, ao firmar compromissos mútuos no combate às mudanças climáticas. Ele descreveu a iniciativa como um cenário de “ganha-ganha”, onde a competitividade será o principal fator de sucesso comercial. O vice-presidente reiterou a importância estratégica do acordo em um contexto geopolítico desafiador, servindo como um exemplo de que o comércio aberto e o multilateralismo são caminhos viáveis e benéficos.
Decisão Histórica da União Europeia
A viabilidade do acordo foi reforçada nesta sexta-feira com a confirmação de que a Comissão Europeia, sob a liderança de Ursula von der Leyen, obteve o apoio da “ampla maioria dos países que integram a União Europeia” para a sua aprovação. Von der Leyen classificou a decisão como “histórica”, reafirmando o compromisso da UE em promover crescimento, empregos e defender os interesses de suas empresas e consumidores. Com informações da Agência Brasil.





