Uma deputada hondurenha foi atingida na cabeça por um artefato explosivo enquanto concedia entrevista a jornalistas em frente ao Congresso Nacional. O incidente ocorreu em meio a manifestações que eclodiram após a convocação de uma sessão extraordinária para debater a recontagem de votos das eleições gerais, realizadas em novembro.
Ataque em meio a protestos
Gladis Aurora López, parlamentar do Partido Nacional, foi surpreendida pela explosão no momento em que se dirigia ao prédio do Legislativo. Imagens do ocorrido mostram o momento exato da detonação enquanto ela conversava com a imprensa. A deputada relatou fortes dores, tontura, zumbido nos ouvidos e dificuldade de visão após o ataque, sendo rapidamente encaminhada a um hospital para receber atendimento médico.
Investigação e contexto político
As autoridades do Partido Nacional confirmaram que López sofreu queimaduras e informaram sobre sua hospitalização. O presidente do Congresso Nacional, Luis Redondo, condenou veementemente o ato e determinou a abertura de uma investigação para identificar os responsáveis. Câmeras de segurança e registros de sistemas de emergência serão analisados como parte do processo investigativo.
As eleições gerais em Honduras, ocorridas em 30 de novembro, foram marcadas por uma disputa acirrada e um atraso considerável na divulgação dos resultados oficiais. A apuração final, divulgada em 24 de dezembro, apontou a vitória do candidato conservador Nasry Asfura, do Partido Nacional, com uma margem estreita sobre o adversário Salvador Nasralla, do Partido Liberal. Observadores internacionais, segundo o The New York Times, não encontraram evidências de manipulação eleitoral, apesar das alegações de diversos grupos políticos.
Asfura sucederá a atual presidente Xiomara Castro, que marcou o retorno da esquerda ao poder em 2021, encerrando um período de 12 anos de governos conservadores no país. O cenário político tenso e as manifestações em torno do resultado eleitoral configuram um pano de fundo para o ataque sofrido pela deputada.



