A Rússia declarou nesta sexta-feira (9) ter empregado o sistema de mísseis hipersônicos Oreshnik, com capacidade nuclear, em um ataque direcionado à infraestrutura energética ucraniana. Segundo o Ministério da Defesa russo, a ação foi uma resposta direta a uma tentativa de ataque ucraniano contra a residência do presidente Vladimir Putin, ocorrida no final de 2025. A ofensiva visava instalações que suportam o complexo militar-industrial da Ucrânia e a produção de drones.
Mísseis hipersônicos e a alegação de ataque a Putin
O sistema Oreshnik, capaz de superar cinco vezes a velocidade do som, é considerado de difícil detecção e interceptação. De acordo com informações russas, o míssil foi utilizado pela primeira vez em novembro de 2024 em um disparo experimental contra uma fábrica na Ucrânia. A alegação de que o ataque desta sexta-feira foi uma retaliação à tentativa de atingir a residência de Putin foi feita após o incidente. Autoridades russas, incluindo o Ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, acusaram a Ucrânia de ter lançado drones de longo alcance contra a propriedade presidencial na região de Novgorod em dezembro do ano passado.
Reações e consequências do ataque
As autoridades ucranianas relataram que os ataques russos resultaram em mortes e feridos. A força aérea da Ucrânia informou um número elevado de mísseis e drones lançados sobre o território. Em resposta às acusações de envolvimento no ataque à residência de Putin, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou as alegações como falsas, sugerindo que a Rússia estaria tentando desestabilizar negociações de paz e preparar o terreno para ações contra prédios governamentais ucranianos. A declaração russa também ocorreu em um momento de discussões sobre um possível plano de paz para a Ucrânia, envolvendo os Estados Unidos.




