A vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente a presidência da Venezuela, conforme determinação da Suprema Corte, em meio a um cenário de instabilidade política e tensões internacionais. A posse ocorre após a captura do presidente Nicolás Maduro em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos. Rodríguez, que é a primeira na linha de sucessão, jurou o cargo com um discurso que mesclou dor pela detenção de figuras importantes, que ela descreveu como “reféns”, e honra em representar o povo venezuelano.
Nomeação e Contexto Político
A decisão da Suprema Corte, cujos membros são alinhados ao governo chavista, estipula um mandato inicial de 90 dias para Rodríguez na chefia do Executivo, com possibilidade de prorrogação. A nova presidente interina, advogada de 56 anos com histórico de ligações com o setor privado e forte lealdade ao chavismo, prestou juramento diante de seu irmão, Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional. A Assembleia Nacional, que empossou 283 parlamentares eleitos em maio, conta com uma maioria governista, enquanto a oposição, incluindo figuras proeminentes como a ganhadora do Prêmio Nobel, boicotou o pleito.
Reconhecimento das Forças Armadas e Apelo Internacional
As Forças Armadas da Venezuela já haviam manifestado apoio a Delcy Rodríguez como presidente interina no dia anterior à sua posse formal, após a notícia da prisão de Maduro. Em um movimento diplomático significativo, Rodríguez divulgou uma carta aberta ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitando diálogo, o fim das hostilidades e a instauração de uma “agenda de colaboração”. A carta, escrita menos de 24 horas após a captura de Maduro, enfatiza o desejo venezuelano por “viver sem ameaças externas” e apela diretamente à Casa Branca para evitar um conflito armado, buscando uma relação pautada na “não ingerência”.





