A ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, provocou uma onda de reações distintas entre os países da América Latina. Enquanto alguns governos manifestaram apoio explícito à operação, outros a condenaram veementemente, e um terceiro grupo optou por uma postura de cautela diplomática, refletindo as complexas alianças e divergências ideológicas na região.
Apoio e Celebração por Governos de Direita e Críticos do Chavismo
Governos com alinhamento à direita e com histórico de críticas ao regime chavista demonstraram apoio à ofensiva americana. A Argentina, sob a liderança de Javier Milei, celebrou a captura de Maduro, classificando-o como um inimigo da liberdade e expressando apoio à transição democrática liderada pela oposição. O Equador, através do presidente Daniel Noboa, declarou apoio à oposição venezuelana, prometendo um aliado para a recuperação da democracia. O Paraguai adotou um discurso ainda mais contundente, classificando Maduro como líder de uma organização criminosa terrorista e uma ameaça à estabilidade regional. O Panamá também se posicionou a favor de uma mudança política em Caracas, defendendo a democracia e os desejos do povo venezuelano. O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, comemorou a notícia, vendo-a como positiva para a América Latina e defendendo a desarticulação do regime.
Cautela Diplomática e Foco na Transição Política
Outros governos optaram por uma abordagem mais ponderada, evitando endossar diretamente a ação militar, mas ainda assim responsabilizando o governo Maduro pela crise no país e defendendo uma transição política. O Peru, apesar de reafirmar seu compromisso com o Direito Internacional, acusou o governo venezuelano de violações de direitos humanos e alerta para o avanço do crime organizado transnacional. O Chile, em seu governo em fim de mandato com Gabriel Boric, condenou o ataque, mas enfatizou a necessidade de uma solução democrática e institucional, sem mencionar sanções diretas.
Condenação de Ataque e Violação da Soberania
Governos de esquerda reagiram com forte condenação à ofensiva dos Estados Unidos, apontando para a violação da soberania venezuelana e do Direito Internacional. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, classificou a ação como uma agressão à Venezuela e à América Latina, solicitando uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU. O Brasil, através do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, declarou que os bombardeios e a captura de Maduro ultrapassam um limite inaceitável, ferindo princípios da Carta das Nações Unidas e abrindo precedentes perigosos para um mundo de instabilidade. O Uruguai manifestou séria preocupação e rejeitou qualquer forma de intervenção militar, condenando os ataques e reafirmando o compromisso com o Direito Internacional. Cuba, por sua vez, classificou a ofensiva como um ataque criminoso e acusou Washington de terrorismo de Estado, pedindo uma reação urgente da comunidade internacional.





