
No domingo, 28 de dezembro de 2025, Trump e Zelensky realizaram uma reunião bilateral na Flórida para tratar de um possível acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. Durante o encontro, o presidente norte-americano mencionou ter conversado com Vladimir Putin e sugeriu que a Rússia poderia oferecer energia a preços mais baixos no pós-conflito. Foi anunciada a criação de um grupo de trabalho conjunto entre autoridades dos EUA e da Ucrânia para avançar nas negociações, sinalizando otimismo cauteloso sobre o desfecho nas próximas semanas.
Segundo Trump, cerca de 95% das garantias de segurança para a Ucrânia já estariam acordadas, restando um ou dois pontos sensíveis, incluindo o controle da região de Donbas. Apesar da leitura positiva, ele reconheceu que as negociações podem fracassar em algum momento, mantendo a percepção de que um acordo ainda pode surgir em breve.
Durante a coletiva, a reação de Zelensky ao comentário de que a Rússia quer a Ucrânia bem-sucedida foi um discreto sorriso, gesto que chamou a atenção de assessores presentes e de setores políticos que acompanharam o encontro. A conferência reforçou a ideia de que o tema paz continua no centro da agenda bilateral entre Washington e Kiev, com o adversário em questão ainda a ser debatido de forma sensível.
Contexto geopolítico: por que esse encontro ganha relevância
Analistas destacam que a reunião ressalta a busca por um caminho diplomático em um conflito que já dura quase quatro anos, com Europa e EUA buscando garantias de segurança à Ucrânia e maneiras de encerrá-lo sem precipitar novos confrontos regionais.
Principais pontos em foco: segurança, energia e Donbas
O foco das negociações permanece nas garantias de segurança para a Ucrânia, na eventual estrutura de uma saída de guerra e em como estruturar o pós-conflito. Também se discute a possibilidade de um acordo energético favorável a Kiev, uma questão que pode atuar como fator de viabilidade econômica para as partes.
Desafios remanescentes e próximos passos
Donbas continua a ser o principal impasse, e a narrativa sugere que, mesmo com o otimismo, não há garantia de que o acordo seja fechado sem resistência de uma das partes. Um grupo de trabalho bilateral deve acompanhar o andamento e reportar avanços, com perspectivas de semanas, não de dias, para a definição final.





