Treze dias após Lázaro Barbosa, de 32 anos, matar quatro pessoas da mesma família em Ceilândia, no Distrito Federal, parentes das vítimas ainda tentam entender o que aconteceu. Desde o dia do crime, em 9 de junho, o homem está em fuga e mais de 200 policiais tentam localizá-lo em Goiás. As informações são do G1.
“Eram pessoas trabalhadoras. Por que aconteceu isso?”, questiona Valdevino Vidal de Oliveira.
Ele é irmão do empresário Cláudio Vidal, de 48 anos, que foi uma das vítimas. Os dois filhos dele, Gustavo Vidal, de 21, e Carlos Eduardo Vidal, de 15, também foram encontrados sem vida, na chácara da família, com marcas de tiros e facadas.
A esposa de Cláudio e mãe dos jovens, Cleonice Marques, de 43 anos, foi sequestrada pelo suspeito e encontrada morta três dias após o primeiro crime. Em entrevista à TV Globo, Valdevino faz um apelo pela prisão de Lázaro.
“O pessoal [polícia] precisa botar a mão nesse cara, para ele confessar o motivo da barbaridade. Que seja preso para que não faça algo desse tipo com outras famílias”, afirmou.
De acordo com Valdevino, Cleonice era uma pessoa “fenomenal” e que tinha um coração “cheio de bondade”.
A cunhada de Cláudio, Sônia Maria Bezerra da Silva Oliveira, afirma que a angústia da família também é pela dúvida do que ocorreu com Cleonice. A mulher foi encontrada sem roupas próximo a um córrego da região. O corpo estava com uma marca de tiro na nuca e com ferimentos nas orelhas.
Buscas
Após matar a família Vidal, Lázaro fugiu para Cocalzinho (GO) e deixou um rastro de crimes pelo caminho. Ele é suspeito de invadir pelo menos 12 diversas propriedades rurais e se esconder no mato.
A força-tarefa formada por agentes do DF, Goiás e federais que trabalham com drones, cães farejadores e helicópteros. No entanto, o homem segue foragido.
Neste sábado (19), o grupo fez um cerco na região de Águas Lindas de Goiás, depois que um morador da região disse ter visto uma pessoa suspeita entrando em uma gruta na área.





