Início Manaus Auxílio emergencial: DPU pede que o benefício seja prorrogado no Amazonas

Auxílio emergencial: DPU pede que o benefício seja prorrogado no Amazonas

A Defensoria Pública da União (DPU) no Amazonas ajuizou uma ação civil pública na Justiça Federal na noite dessa segunda-feira (18), com o objetivo de assegurar a prorrogação do Auxílio Financeiro Emergencial à população amazonense, no valor de R$ 300, por mais dois meses ou até que cesse a fila de espera por leito clínico COVID-19 e UTI COVID-19 na rede de saúde pública e privada do Estado do Amazonas, conforme registro do Boletim Diário da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas.

DB Atacado e Varejo

As medidas cada vez mais restritivas de isolamento social impostas pelo governo do Estado do Amazonas são imprescindíveis e, de acordo com ACP, é “indispensável a proteção social da população, conforme previsto na Lei nº 13.979/2020, por meio da continuidade do Auxílio Emergencial, para que os mais vulneráveis também possam realizar o isolamento social, sem colocar em risco sua sobrevivência e de suas famílias”. Dentre as restrições, o comércio por ambulantes também foi proibido em decreto estadual.


A ação foi ajuizada em face da União, da Caixa Econômica Federal e da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev). O Auxílio Financeiro Emergencial foi cessado em dezembro de 2020.


“Nós temos no Amazonas uma situação gravíssima de taxa de contaminação, de ausência de atendimento do serviço público que exige que a população faça as medidas necessárias de isolamento social para que essas taxas diminuam e o sistema público de saúde possa dar a resposta à população. Hoje, temos uma fila de 500 pessoas aguardando leitos clínicos e de UTI de Covid”, explica o defensor regional de Direitos Humanos Amazonas- Roraima, Ronaldo de Almeida Neto, que assina a ACP juntamente com o defensor regional de Direitos Humanos da DPU em Mato Grosso, Renan Sotto Mayor, e os defensores públicos federais João Thomas Luchsinger e Raphael Caio Magalhães.

O colapso total do sistema de saúde ocorreu o último dia 14, quando pacientes internados nas unidades hospitalares do Amazonas morreram asfixiados devido à falta de oxigênio nos hospitais públicos de Manaus e do interior, em razão da elevadíssima demanda pelo insumo.

Desde o final de 2020, o governo do Estado do Amazonas publicou decretos que indicavam o colapso iminente do sistema de saúde público amazonense: dia 23/12, o Decreto nº 43.234 proibiu atividades em espaços públicos e comércio de produtos por vendedores ambulantes; dia 11/01, o Decreto nº 43.275 fez requisição administrativa do Hospital Nilton Lins para que fosse expandida a oferta de leitos – ainda sem funcionamento devido à falta do oxigênio; dia 12/01, pelo Decreto nº 43.277, proibiram-se os serviços de transporte fluvial e rodoviário intermunicipal de passageiros, ficando permitido o transporte de cargas; dia 14/01, o Decreto nº 43.282 instituiu, por dez dias, toque de recolher entre às 19 horas e às 06 horas, que foi prorrogado até dia 31/01 pelo Decreto nº 43.284 e estendeu o toque de recolher aos serviços considerados essenciais.

Segundo a ACP, a prorrogação do auxílio emergencial não fere o princípio da Igualdade, porquanto “a gravidade da crise no sistema de saúde regional não encontra paralelo no País. Nenhum outro Estado possui a completa ocupação dos leitos clínico e de UTI, nem uma fila de mais de 500 pessoas em espera por essas vagas. A falta de oxigênio, nacionalmente noticiada, também é única”.

As informações são da assessoria